19 novembro 2012

Viajando com crianças, com chuva, neve ou um baita calor. Orlando, NewYork ou Bariloche.

Quando programo uma viagem ,penso também no que posso encontrar no destino escolhido em questões de meteorologia e quais as possibilidades de acontecimentos em casos de mudanças climáticas e situações físicas inesperadas como uma dor de garganta por exemplo.

É preciso um pouco de preparação para poder vivenciar as viagens ao máximo e aqui você poderá obter dicas simples, mas que podem te ajudar lá na frente.

Se possível, procure escolher a época que mais lhe agrade na cidade e o que ela terá de melhor pra te oferecer naquela estação, e se você gostar  muito de um lugar como Orlando por exemplo , procure ir em todas as estações. Eu já peguei Sol de 40 graus e enfrentei filas gigantescas no auge do verão e frio de 3 graus no inverno mas como psicologicamente já fui preparada levei tudo numa boa.

Abaixo expêriencias vividas em família que fazem toda a diferença e que as vezes a gente acaba nem se atentando antes da viagem.

Leve uma Capa de chuva com você. Estar preparado para as chuvas de verão é legal, agora se você esqueceu, não tem problema, vai e se divirta na chuva mesmo! 

Pai e filha se divertindo em brinquedo que molha.


...eu, na fumacinha gelada e molhada com direito a som  do gás igual quando abrimos uma coca-cola.

...tinha horas que o que eu mais desejava era um lugarzinho com ar condicionado ou uma sombrinha!

Ventilador  vendido nos parques para o João se refrescar durante as filas,mas você encontra também no Wal Mart.


Mamãe esperta usava boné pra se proteger do Sol.

Paulo, depois de ter tomado um banho da Shamu no Sea Word.

No verão, é recomendado levar uma troca básica de roupa como camiseta,shorts e uma toalha na mochila para casos parecidos com os aí de cima. 

Na Terra de Magia tudo pode acontecer :)

Em Orlando,no friozinho de Janeiro,

Manhã ensolarada de Inverno na Disney


...e  o frio estava deliciosamente congelante...o marido sempre encantado com os dias quentes do verão nos parques, se enganava com o Solzinho gelado das manhãs ensolaradas da Flórida no Inverno e insistia em sair do hotel sem agasalho usando apenas uma blusa fininha, mas quando o Sol ia indo embora, o bicho pegava, os dentinhos dele começavam a bater de tanto frio e o único socorro superficial era comprar uma blusinha dentro do próprio parque que não esquentava em nada. 

E eu brincava com ele: ´´Desafio de hoje. Controlar o frio com a mente´´ :)

Marido, João e eu agasalhados no parque.


Noite gelada de inverno no Epcot. 

João com um pirulito na mão a espera dos fogos !

Eu espertinha levava até cobertor na mochila.
A dica que eu dou e considero um item indispensável e que não pode faltar nos parques na época de inverno é um gorro para as orelhas,nariz e cabelos. Um bom casaco e um protetor para o rosto e os lábios.

Inverno em Nova York e  neve com as crianças. Quem disse que é perigoso?

Sim bebês na neve combinam e muito! 
Olhar o João se esbaldando de tanta alegria, não tem preço!



A vida passa tão rápido para ficarmos pensando qual a idade certa para viajar com crianças... 

Agora se você se preocupa com a saúde do(s) seu (s) pequeno(s) ,ótimo, bem vinda ao time, resolvemos a questão juntas. Dê umas vitaminas para aumentar a imunidade deles uns 2 meses antes da viagem, porque aí você vai estar se prevenindo. Bronco-Vaxon é um remédio que aumenta a imunidade e dei pro João na época com crises constantes de amidaglites  e foi muito bom, converse com seu médico a respeito. Leve  também uns antibióticos na bagagem  em casos de dores de garganta, agasalhe-os bem antes de sair do hotel, faça um bom seguro saúde se o seu cartão de crédito não te oferecer de graça e esqueça se eles vão ficar doentes , porque a única coisa chata que pode acontecer a você e a sua família, é quem vai querer olhar as bolsas pra vocês se divertirem juntos :)

Mas Ó, a vida é e sempre foi feita de riscos. Eu sempre adorei me arriscar , mas lembre-se , você é responsável por suas escolhas ok? .)

14 novembro 2012

Fotos de London Inglaterra e o dia de pegar o trem para Bruxelas

São 6.00 da manhã. Abro a cortina blackout do quarto do hotel e deixo a luz do Sol entrar. Os raios invadem a nossa cama desarrumada. Hoje é o dia de deixarmos London pela primeira vez. Me arrumo e vou acordar as crianças que estão acomodadas no quarto ao lado. Descemos para apreciar uns dos maiores prazeres de viajar em familia, tomar um delicioso café da manhã juntos. Sem as cobranças e a correria do dia a dia. Enquanto vamos abastecer a mesa ,o  marido se dirige até o balcão e  solicita um taxi à recepcionista que prontamente atende-o, fazendo uma breve ligação.
Tudo resolvido Sr Paulo!















A previsão até a estação é de aproximadamente 40 minutos.






Aflita, olhava a todo instante para o relógio pendurado na marcenaria da recepção que eu adorava, pois imitava uma réplica de um relógio de estação de trem...e uma sensação de eternidade invadia meu ser. Logo o motorista do táxi apareceu. Um homem meio árabe, meio indiano entra no sagão do Hotel  falando um inglês com um sotaque difícil de entender  e abro um sorriso pro marido pensando tudo bem, ele não vai entender o nosso inglês também e me lembro da cidade que nunca dorme, New York... Mas...como pode? Estamos em London!

Entortei o nariz, mas não podia fazer nada. Escolher um taxista naquele momento pra uma família de cinco pessoas, seria um luxo desnecessário e cá entre nós, estava com o horário bem apertado pra partida do trem que sairia dalí a 01:30 hs. Preferi confiar, afinal foi o Hotel que nos indicou aquele homem,certo?

Atrapalhado,era isso que ele era. Estávamos com cinco malas e tadinho ,ele sofreu tanto colocando-as dentro do carro inúmeras vezes tentando achar uma posição pra acomodar todas elas ,conforme as leis de trânsito da Inglaterra que eu resolvi ir eu mesma arrumá-las. -Quer saber, dane-se as leis!

Alí, comecei a ficar com medo de não chegar a tempo.







Entramos todos no carro,e acreditem ,ele digitou o endereço da estação de trem no GPS. Estava afobado, como se fosse seu primeiro dia no emprego (eu tenho certeza!), mas logo deu a partida no carro e fomos embora. Vocês conseguem imaginar o suadouro que eu já estava sentindo nessa hora?
Pai Nosso e Ave Maria. Era tudo o que eu conseguia pensar quando entramos nas ruas congestionadas de uma cidade grande feita London. E de repente saimos do percurso e daquele infeliz tráfego matutino que podia ter ficado pra nossa história de viajantes  peace and love




Talvez percebendo o meu desespero o motorista começou a conversar falando algo pela segunda vez dizendo que aquelas eram vias principais  e por isso  tinham muito trânsito,especialmente naquele horário,e que no próximo quarteirão entraria numa rua para cortar caminho, meio querendo dizer: -Relaxe Dona! Eu sei o que estou fazendo!







 

De repente ,como num passe de mágica London se abriu mais uma vez aos meus olhos, meio que se despedindo de mim através da sua beleza e da sua imponência arquitetônica de suas casas estilo Sherlock Holmes. E o motorista atrapalhado começou a preencher meu coração, servindo de  guia  mostrando alguns pontos turísticos que só ele podia nos mostrar naquele instante da viagem.









Fui acompanhando com os olhos vidrados na janela, igual a Carolzinha aí em cima,olhando o transito e o GPS aflita com o horario, mas de repente o motorista havia me levado pra dentro dos meus sonhos...O Hotel St Pancras

Nossa. Isso aqui é a estação de trem? Que lugar incrível! Pensei quando avistamos aquela construção. Mas logo veio a cruel realidade. Em vez dele parar na estação ou na rua, o taxista entrou num hotel maravilhoso ao lado da estação, ele mesmo, o próprio e famosíssimo St Pancras Hotel com sua majestosa arquitetura neoclássica que fizeram meus olhinhos brilharem de  tamanha emoção.
-Cara, eu estava lá! Dá pra imaginar ?
Hotel St Pancras London 

Mas como alegria de pobres mortais dura pouco, nem preciso dizer que o segurança alto, negro e muito bem vestido do Hotel quase nos expulsou dalí,depois que foi abrir a porta do táxi e percebeu o Mr´s MA (motorista atrapalhado) totalmente perdido perguntar alguma coisa! 
E no mesmo instante o  Mr´s MA dá uma marcha ré, gesticulando com a mão e reclamando - Ok,ok,calm, I´m going now!, na própria entrada do Hotel  e saiu na contra-mão. A essa altura eu já estava com as mãos nos olhos e aliviada por estar tão perto da estação,voltando a minha realidade momentânea, mas mesmo assim pensando:

- Ô Deus, como eu gostaria de ficar aqui só mais um pouquinho,mas eu me conformo se o Sr me conceder a graça de poder voltar aqui e me hospedar nesse lugar futuramente!

Ao desembarcar, seguimos pela calçada e alí mesmo começava a me despedir daquela cidade que amei estar. Num chat de viagens muito legal que acompanhei depois sobre London, uma amiga muito querida disse: Prepare-se, London vai te surpreender e olha, ela estava certíssima!

London não só me surpreendeu como também saí de lá mais apaixonada do que nunca! Querendo voltar muito,dessa vez só eu e o marido!

Dica: O hotel que ficamos hospedados foi o Holiday Inn Wandsworth Express. Ele fica ao lado da estação de trem e o lugar é super bonitinho. Fomos em Julho, mês de alta temporada e acontecia na cidade as Olimpíadas 2012- de London. Tivemos um excelente custo benefício e era um dos poucos hotéis que nos dava a possibilidade de um quarto conjugado para família em Londres.

13 novembro 2012

Chegada em Capri - (Parte 2)

Chegamos em Capri preocupados com o horário. Já era tarde , em torno das 22:00 da noite e nas letrinhas miúdas da reserva do hotel estava escrito "check in até as 23:00", e  começava a esboçar muita ansiedade dentro de mim.

O Paulo, bem mais rápido e prático que eu foi na frente. Como ele consegue ser assim? Me faço sempre essa pergunta, num pensamento apaixonada admirando sua agilidade sempre.

Saí do Ferry com uma mão grudada no João e uma mala pequena na outra; dividíamos lugar com os carros e a luz dos faróis em cima da gente me deixava agoniada enquanto caminhávamos. O espaço para os pedestres andarem era completamente apertado no Porto de Capri,e tínhamos apenas a opção de escolher ser exprimidos contra a parede de tijolos  ou se arriscar a andar no pequeno vão de terra de não mais do que 50 centímetros que sobrava do lado direito do oceano. Nesse instante,desejava apenas chegar logo ao encontro do marido que avistava-o de longe esperando com a porta aberta o taxi bonitinho da Riviera de Capri, branco, conversível e com a capota de lona azul.

Próximo ao taxi o motorista vestido com uma fina camisa de linho branco bordada, aberta até os 2 primeiros botões, usava uma bermuda de praia super confortável e se despedia dos amigos taxistas que iam a caça dos clientes que ultrapassavam os meus passos.
Pensei: Uauuu, deve ser legal trabalhar assim todos os dias!

Mas aí começou a minha mais recente decepção com os taxistas da Europa.

Percebia que a partir dalí começava a colecionar histórias com taxistas corruptos.

O bendito já havia fechado o valor com o Paulo e quando notou que tinha mais eu e o João (porque o marido sim, disse 5 pessoas, e foi ele que não se atentou pois estava conversando), começou a fazer teatro, querendo ganhar mais um dinheirinho, fiquei enfurecida, olhei pros lados na tentativa de encontrar mais alguém e infelizmente os taxis disponíveis acabaram de sair com os últimos passageiros. O jeito foi pagar mais $10,00 dólares e ir se contorcendo de raiva dentro do taxi ao mesmo tempo que ia admirando a paisagem. Italiano será que entendi o que brasileiro fala? Acho que sim.

Subir até Ana Capri agora. Era esse o nosso objetivo.

Durante a subida comecei a entender porque Capri não podia circular carros como o que deixei no Porto de Nápoles.

Capri não tem ruas, tem calçadas largas asfaltadas exprimidas, onde só passam um carro por vez e conforme o taxista subia o coração disparava de medo entre a escuridão da noite e o abismo do oceano. De repente um ônibus descia,-Impossível! Como ele conseguiria manobrar alí? E em frações de segundos o taxista fechava o retrovisor e justinho seguia em frente. Será que os motoristas apertam algum botão para os carros diminuirem de tamanho?

Os taxis conversíveis e micro ônibus eram o meio de transporte que mais vi durante meus 2 dias que vivi em Capri. E não, eu não queria dirigir alí, apesar de ser mais corajosa que o marido que morre de medo de altura! Neste instante me lembrei do funcionário do Porto de Nápoles que foi super simpático , dizendo, olha moça, acho que carros grandes igual ao seu é meio complicadinho de andar por lá!

Só rindo mesmo quando me lembro da situação,pois eu queria ir com o meu carro de verdade!

Chegamos ao centro de Ana Capri. O filha da mãe , pra fazer pirraça ao invés de deixar-nos dentro do hotel subiu mais um pouquinho da entrada, dizendo que o Hotel não podia entrar carros, mentiroso,e 300 metros acima ,nos deixava no Centro de Ana Capri com as malas, nos mandando ir em direção contrária do endereço. E demoramos uns 10 minutos tentando encontrar o hotel naquela deliciosa escuridão...


Mas nada como ser recompensada com uma vista maravilhosa destas! Deixa o taxista pra lá!

27 outubro 2012

A chegada em Capri (parte1)

A ansiedade em conhecer um dos cartões postais mais famosos do mundo me levou direto pra Capri sem nem sequer saber quantos quilômetros eu iria percorrer pra chegar até o meu objetivo.

No fundo do meu coração sabia apenas que eu chegaria, de um jeito ou de outro.

Lembra do ultimo post que escrevi sobre a Toscana? Se não leu ainda, volta umas paginazinhas atrás que eu conto pra você como foi e como vim parar aqui.

E conseguimos ! Capri nos aguardava com aquela atmosfera caribenha igualzinho os filmes italianos que já assisti em algum passado não muito distante.
Era noite e estava quente. Um verão tipicamente abafado, olhei pro céu e sentia a brisa do oceano bater na minha pele, ora misturava com o vento gelado que vinha do mar,via também muitas nuvens cinzas, misturadas naquele céu azul marinho penetrante cheio de estrelas.

O Ferry que trouxera nós acabara de fixar ancoras no Porto de Capri e nem acreditava direito que ,enfim, eu estava lá.
Meus pezinhos estavam lá...
De verdade. E aquilo não era um sonho:)

Acabamos pegando a última embarcação e viemos muito confortáveis. A maioria que embarcaram conosco eram moradores ou funcionários da ilha e estes já estavam dentro dos carros esperando só o compartimento abrir para saírem com seus carros.

A duração em alto mar saindo do Porto de Nápoles e chegando até Capri deu em torno de 1 hora e passou rápido , apesar de já estarmos muito cansados depois de termos dirigido e enfrentado uma longa estrada (linda) o dia inteiro .

Primeiro os carros começaram a sair, e depois foram as poucas pessoas que estavam conosco. Via o escuro do mar batendo entre o vão da Terra firme a poucos centímetros da embarcação quando olhava pro oceano.

Uma pisada larga.

Era isso que nos separava do sonho de estar alí, em CAPRI.





01 outubro 2012

Estrada e paisagens cinematográficas pela Itália. Toscana Pienza e Monte Oliveto

Uma combinação perfeita para quem é apaixonada por fotografias e viagens.

Faz 2 horas aproximadamente que pegamos a estrada sentido a parte mais esperada da nossa RoadTrip pela Itália, a Costa Amalfitana.
Pelo que consta no GPS,dará aproximadamente 5 horas e 40 minutos de viagem até o destino final,Capri.
Resolvi ir escrevendo um pouquinho sobre a Toscana e o que achei de lá enquanto o marido dirige aqui do lado. O difícil mesmo será fazer a seleção das fotos depois!


Escolher essa parte do destino da nossa viagem foi muito simples , bastou a sonhadora aqui pesquisar um pouquinho sobre os lugares mais bonitos para fotografar na Itália, e Toscana apareceu como um passe de mágica. Lá descobrimos o lugar perfeito que procurávamos pra  relaxar um pouquinho. Coisa que até agora não havíamos encontrado.

A cidade escolhida para servir de base foi Pienza e chegamos lá por volta das 23.00 hs da  noite. Meio tarde eu sei, mas é porque insisti em  passar por  Florença antes. Queria muito tirar fotos na Ponte Vecchio e foi o que eu fiz. Ela é maravilhosa!

Mas a surpresa começou mesmo quando olhei pra cima e vi um céu  negro, lindo e coberto de estrelas.
Foi amor a primeira vista! Tanto que reservamos o Hotel para uma noite apenas  e logo de cara ,já pedimos ao funcionário adcionar mais uma diária de tamanha felicidade. Pienza é um lugar muito romântico, recomendadíssimo para casais em lua de mel ou simplesmente pra quem quer esquecer da vida um pouquinho.



E as surpresas não pararam por aí. Quando abri a janela do quarto, pude sentir o cheirinho maravilhoso de campo entrando  dentro de mim. Fiquei tão entusiasmada que chamei imediatamente  todo mundo pra respirar aquele ar junto comigo. Aquilo invadiu os  meus sentidos. Senti um enorme desejo de compartilhar com meus amores o que estava sentindo.

O cheiro do mato entrando dentro de você é algo que não quero esquecer tão cedo!
As vezes ainda respiro fundo como naquela noite tentando sentir o aroma daquele campo.
O marido falou que se ele pudesse colocaria o arzinho dentro de uma garrafinha e me daria de presente no Brasil.


Toscana é uma região da Itália que possui uma beleza única com vilarejos e casas  graciosamente bem preservadas. Você vai encontrar paisagens lindas que mais parecem pinturas. Poderá degustar de deliciosos vinhos e uma culinária italiana maravilhosa com suas pastas (macarrões de todos os sabores com ótimos vinhos (baratos) como acompanhamento. De noite dormirá ouvindo o som das corujas e de dia,o dos passarinhos. Sentirá o vento batendo no seu rosto e pensará que aquilo TUDO é um sonho... lindo... e quando você se der conta... descobrirá que você estará... vivendo de verdade!

Pra que tirar fotos de paisagens  se você tem uma modelo linda igual a Carol entrando na frente da câmera em quase todas as suas  fotos. Essa baixinha tirava a minha concentração.
Eu vi muito mais "homens" parando nas lojinhas e mulheres do lado de fora do que o contrário . Isso significa que nem todas as viagens nós mulheres somos consumistas, ó que bom! Lá em Veneza um marido  pediu o prato no restaurante e disse  pra mulher cansada e suada de tanto andar - Eu vou alí na lojinha e já volto! É rapidinho! Ela deu uma bufada com cara tipo - De novo! Balançou a cabeça e pegou a água que o garçom acabara de trazer , depois de longos minutos o marido voltou , obrigou a mulher a ir com ele na " lojinha " e deixou os dois filhos adolescentes no restaurante esperando a comida chegar. A comida chegou e eles ainda não tinham voltado. Vi essa cena várias vezes inclusive comigo foi um pouco parecido. -Homens controlem-se na Europa tá! Não sei o que aconteceu, parece que os maridos são abduzidos pra dentro delas :)  O meu comprou até tempero da Toscana pra trazer na mala, e  ele parou de cozinhar tem uns 7 anos. :)

Arquitetura Real. Residências reais onde as pessoas moram.  Notem na foto as roupas penduradas no varal. Vida real como ela é! Bem diferente de quem vive numa metrópole louca como São Paulo.

É tudo tão lindo!


Saímos de Pienza meio que não querendo ir embora.

Ainda no hotel depois de tomar um delicioso café da manhã em família, o marido subiu pro quarto com a crianças e eu fui pra salinha de leitura do hotel ler um livro.
Já no quarto pra fechar as malas, a recepcionista interfona no quarto gentilmente solicitando o check-out. Quem foi que disse que eu queria ir embora? :) Juro que se tivesse mais dias ficaria alí mesmo, só relaxando no spa do Hotel que nem deu tempo de aproveitar.

Pienza é uma cidade super charmosa, que me agradou muito de todas as cidades que visitamos na região da Toscana. A parte mais legal é que você nem precisa andar tanto a pé e muito menos se assustar com aquelas subidas íngremes que quase todas, se não todas as cidades possui. De lá seguimos caminho pra Monte Oliveto, uma cidadezinha que fica no meio do caminho antes de chegar em  Roma.









 



E aqui encontramos a  Gruta de Nossa Sra de Lourdes que acreditem,só achamos porque o celular tocou e tivemos que parar pra atender. Agradável surpresa . A gruta fica nos fundos de uma entrada, numa porta que dá direto pra rua, numa espécie de convento e não resisti, entrei pra fazer uma oração. A ruazinha é linda, feita de paralelepípedos ,bem antiga enquanto subia, subia, subiaaa até encontrar o centro de Monte Oliveto que fotografei logo abaixo. Eu adorei né, sou super devota de Nossa Sra de Lourdes e como não deu  pra encaixar  no roteiro a Gruta verdadeira,que fica na cidade de  Lourdes na França,esse achado foi com certeza uma benção divina! 
 
 Centro de Monte Oliveto






Para chegar nas cidades, pesquisava rapidinho  na internet um lugarzinho qualquer ,colocava o endereço no GPS e pronto, ele mostrava o caminho. A surpresa começava  quando olhava pra cima.

Olhava pro marido e perguntava: Cadê a cidade?  Acho que chegamos! O marido respondia: Não! Já já aparece! Eu entortava a sobrancelha e dizia :-  Mozinho, eu acho que a cidade é aquilo lá em cima mesmo!
E batia o desespero e a ansiedade de chegar lá em cima logo.
Estávamos avistando uma espécie de bairro medieval com muralhas em volta. Aproximamos até onde nos sentimos seguros chegar com o carro e depois seguiamos a pé juntamente com alguns turistas que seguiam com o guiazinha na mão. Brasileiro alí era bem dificil encontrar. As ruas eram  lindas de uma arquitetura e de um romantismo inigualável e quando você consegue chegar lá no topo da muralha percebe a oportunidade única que você acabou de se dar de presente. Enxergar com seus próprios olhos  aquelas colinas verdejantes. Uma experiência muito gratificante.

Carro dentro das vilas nem pensar,vi apenas dos moradores ou comerciantes e mesmo assim a maioria deles possui carros compactos,minúsculos mesmo, normalmente para 2 pessoas ou então motos. E juro! Fiquei agoniada só de pensar em manobrar o nosso carro alí dentro e olha que eu amo dirigir!

O legal de você escolher ser um viajante nessa vida,é poder compreender coisas que antes você só via nos filmes e não entendia como por exemplo: Será que  existe mesmo carrinhos tão  pequenininhos em  Roma? ou Porquê alguém vai querer comprar um carro assim se ele não é anão?



Marido dirigindo quando chegou no Porto di Napoli

E depois de algumas horas curtindo a estrada chegamos no Porto di Napoli ,achando que iriamos embarcar de carro para a famosa Ilha de Capri .Podem rir, eu mesmo já me rachei de tanto rir. Essa parte foi o furo da nossa viagem. O guarda do porto disse que carros só o dos moradores da Ilha e mesmo que conseguissemos autorização do superior dele, achava que o nosso carro seria meio grandinho pra andar na ilha. Estávamos com um Peugeot 508 alugado pela RentalCar . E só quando chegamos na ilha, fomos entender o porque nosso carro era grande pra ela.

Ferry da Caremar em alto mar.
Capri era nosso próximo destino,deixamos o carro no estacionamento do Porto,compramos as passagens  e embarcamos no Ferry como passageiros. A empresa Caremar que fez a travessia até a Ilha.

Dica: O último horário da travessia ocorre normalmente entre 19.00 e 21.00 hs mais ou menos, mas ó, é bom dar uma olhada no site da Caremar antes, acho que eles vendem online os bilhetes, eu sou  meio maluca eu sei e corremos muito risco de ter que ficar uma noite perdida em Nápoles por não ter pesquisado nada antes e ter ido com a cara e coragem. Confesso que essa hora um  roteirinho básico fez falta. Mas o bom da história é que o Destino mais uma vez mandou super bem nos trazendo são e salvos até Capri!

Leia também: Viajando pela Europa Minhas primeiras impressões.

Casa em Orlando para temporada

Viajar pra Disney pode ser ainda  mais espetacular se você escolher se hospedar numa casa de férias Americana. Se você busca experiencias me...