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09 dezembro 2012

Road trip na Toscana visitando Siena,Florença,Pienza e Montepulciano

Decidir o que fazer numa viagem pela Europa realmente é bem difícil pra quem nunca foi. E como eu e o marido estávamos na duvida ainda no Brasil sobre o que ver , aonde ficar e o que fazer na Europa, optamos por reservar os Hotéis  no Brasil apenas das cidades de London ,Paris  e Bruxelas. Dali em diante decidiríamos o que fazer e aonde ficar. 

Fizemos nossa 1a viagem para Europa em família, então boa parte da viagem e alguns hotéis apesar de não terem nenhuma classificação diamante e muito menos  5 estrelas, foram escolhidos através do BBB, tipo ,bom, bonito e barato, se é que na Europa tem algum lugar barato.E adorei todos. Espero que logo comece a falar deles aqui. O número de pessoas aqui em casa é bem grande e é preciso uma organização e planejamento , principalmente  financeira antecipando o máximo possível os gastos. Idade dos filhotes na época da viagem 7, 16 e 18, mas mesmo assim filhos são sempre crianças e foi preciso levar água, fruta , papel higiênico, protetor solar , IPad , DS , celulares, livros, chicletes, chocolates , revistas e muita paciência principalmente dentro do carro na estrada.
Somos meio doidos  e topamos quase tudo, o importante é viajar.





Passei um nervoso tentando achar a tal Torre do Relógio,mas a Carol no italiano, portunhol e english dela se saiu super bem perguntando pra qualquer um do hotel, vizinhos de sei lá onde estávamos, ou de algum mercadinho local, que por sinal adoro entrar, aonde era o tal cenário, e colocávamos no GPS. Mas chegou uma altura do passeio que eu já demonstrava sinal de irritabilidade e paramos pra almoçar em um restaurante na estrada.

Ristorante Montalbucciano 
Estrada de um Restaurante local na Toscana.


Não pegamos a  floração dos girassóis na Toscana mas deve ser magnifico quando os campos na Toscana estão floridos , elas devem ocorrer um pouco antes de julho.

Todas as dicas que vocês vão ler aqui no blog  são todas experiências  reais que vivenciamos. Numa viagem, tudo vale a pena, até se perder. Deixo minha sugestão de permitirem-se  fluir e aproveitar cada segundo com muita intensidade, olhar e fazer um roteiro é importante, mas permitir deixar  caminhos livres  pro inesperado é maravilhoso!Optamos por ficar 3 noites em Mestre e adoramos. Mestre é uma cidade ao lado de Veneza com opções mais em conta para o bolso e também pra quem não  quer ficar em hotéis muito, mas muito antigo mesmo, que foi o nosso caso. 

Dirigindo  na Toscana
Depois  fomos para Toscana de carro , deixamos 1 dia livre para esta viagem e  optamos por fazer de carro ,com calma ,parando em  Florença pra tirar umas fotinhos na ponte Vecchio sobre o Rio  Arno .  Ela é realmente linda! Anda-se muito , mas vale muito a pena quando você a vê pela primeira vez. A sensação é maravilhosa, ainda mais pra quem ama fotografia.  Aqui gostaria de ter ficado uma ou duas noites , pra andar mais a pé e conhecer melhor  a Florença. Mas infelizmente como a Europa é linda e gigantesca, fomos obrigados a cortar alguns destinos.
Ensinando filhos a apreciar a vida!
Ponte Vecchio em Florença.
 Apreciando  as músicas de artistas locais, enquanto o marido comprava sorvete pras crianças ao lado.
Carro ideal para andar dentro das cidades da Itália
Pôr do Sol na Florença as margens do Rio Arno

Depois já ao entardecer, seguimos destino para Toscana e lá durante nossos passeios, conhecemos  Montepulciano, Monte Oliveto, Pienza, e uma cidadezinha que nos perdemos chamada Siena tentando encontrar a Torre do Relógio dos Volturi, personagens de um clã de vampiros do filme New Moon ou Lua Nova em português que a Carol  e eu queríamos tanto encontrar.


Qual caminho escolher 

As vezes dava um medo e pensava: -Cada lugar que vou me meter !Ai Jesus!

Piazza Del Campo Siena, bem grande e cheio de lojas e restaurantes nas extremidades.
Enfim , a Torre. Mas ainda não era essa a torre do filme, mesmo assim  valeu a pena encontrar. 
Essa fica em Piazza del Campo em Siena.

Só ao chegar aqui que descobrimos que a Torre do Filme ficava na cidadezinha de Montepulciano, vizinha cerca de 10 minutos de Pienza , nossa base na Toscana. Piazza del Campo , a Torre de tijolinhos laranja aí de cima fica a quase 1 hora de Pienza,mas tudo bem , a aventura foi memorável.


Pienza. Me apaixonei pela arquitetura local. 
Detalhe do  chão e paredes de tijolos antigos. Eu AMO!
Montepulciano e a torre verdadeira do filme.








Voltamos para Montepulciano e enfim chegamos a famosa Torre do filme.
Cenário onde foram feito as gravações.


Carol, dentro da Caffeteria del Duomo ,onde serviu de base para as gravações do filme e
a foto acima retrata os momentos marcantes da Saga. :)




Depois de 3 dias maravilhosos seguimos viagem direto pra  Costa Amalfitana , lá ficamos 2 noites, e encerrando nossa primeira viagem a Europa fizemos Roma ficando 4 dias. 

13 novembro 2012

Chegada em Capri - (Parte 2)

Chegamos em Capri preocupados com o horário. Já era tarde , em torno das 22:00 da noite e nas letrinhas miúdas da reserva do hotel estava escrito "check in até as 23:00", e  começava a esboçar muita ansiedade dentro de mim.

O Paulo, bem mais rápido e prático que eu foi na frente. Como ele consegue ser assim? Me faço sempre essa pergunta, num pensamento apaixonada admirando sua agilidade sempre.

Saí do Ferry com uma mão grudada no João e uma mala pequena na outra; dividíamos lugar com os carros e a luz dos faróis em cima da gente me deixava agoniada enquanto caminhávamos. O espaço para os pedestres andarem era completamente apertado no Porto de Capri,e tínhamos apenas a opção de escolher ser exprimidos contra a parede de tijolos  ou se arriscar a andar no pequeno vão de terra de não mais do que 50 centímetros que sobrava do lado direito do oceano. Nesse instante,desejava apenas chegar logo ao encontro do marido que avistava-o de longe esperando com a porta aberta o taxi bonitinho da Riviera de Capri, branco, conversível e com a capota de lona azul.

Próximo ao taxi o motorista vestido com uma fina camisa de linho branco bordada, aberta até os 2 primeiros botões, usava uma bermuda de praia super confortável e se despedia dos amigos taxistas que iam a caça dos clientes que ultrapassavam os meus passos.
Pensei: Uauuu, deve ser legal trabalhar assim todos os dias!

Mas aí começou a minha mais recente decepção com os taxistas da Europa.

Percebia que a partir dalí começava a colecionar histórias com taxistas corruptos.

O bendito já havia fechado o valor com o Paulo e quando notou que tinha mais eu e o João (porque o marido sim, disse 5 pessoas, e foi ele que não se atentou pois estava conversando), começou a fazer teatro, querendo ganhar mais um dinheirinho, fiquei enfurecida, olhei pros lados na tentativa de encontrar mais alguém e infelizmente os taxis disponíveis acabaram de sair com os últimos passageiros. O jeito foi pagar mais $10,00 dólares e ir se contorcendo de raiva dentro do taxi ao mesmo tempo que ia admirando a paisagem. Italiano será que entendi o que brasileiro fala? Acho que sim.

Subir até Ana Capri agora. Era esse o nosso objetivo.

Durante a subida comecei a entender porque Capri não podia circular carros como o que deixei no Porto de Nápoles.

Capri não tem ruas, tem calçadas largas asfaltadas exprimidas, onde só passam um carro por vez e conforme o taxista subia o coração disparava de medo entre a escuridão da noite e o abismo do oceano. De repente um ônibus descia,-Impossível! Como ele conseguiria manobrar alí? E em frações de segundos o taxista fechava o retrovisor e justinho seguia em frente. Será que os motoristas apertam algum botão para os carros diminuirem de tamanho?

Os taxis conversíveis e micro ônibus eram o meio de transporte que mais vi durante meus 2 dias que vivi em Capri. E não, eu não queria dirigir alí, apesar de ser mais corajosa que o marido que morre de medo de altura! Neste instante me lembrei do funcionário do Porto de Nápoles que foi super simpático , dizendo, olha moça, acho que carros grandes igual ao seu é meio complicadinho de andar por lá!

Só rindo mesmo quando me lembro da situação,pois eu queria ir com o meu carro de verdade!

Chegamos ao centro de Ana Capri. O filha da mãe , pra fazer pirraça ao invés de deixar-nos dentro do hotel subiu mais um pouquinho da entrada, dizendo que o Hotel não podia entrar carros, mentiroso,e 300 metros acima ,nos deixava no Centro de Ana Capri com as malas, nos mandando ir em direção contrária do endereço. E demoramos uns 10 minutos tentando encontrar o hotel naquela deliciosa escuridão...


Mas nada como ser recompensada com uma vista maravilhosa destas! Deixa o taxista pra lá!

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